domingo, 11 de setembro de 2016

Receita Simples: Bolo de Cenoura de liquidificador

Foto: Google



Amo bolo de cenoura com chocolate, principalmente porque, para mim, ele tem gosto de infância. O meu grande problema com esse bolo é que nunca tinha uma receita dele e toda vez que queria fazer, pesquisava na internet, e nunca achava a ideal, tipo, tem uma que pede 5 ovos! É muito ovo, gente! Outras com 2 xícaras de óleo! Enfim...mas então li várias e dei uma adaptada....no fim, ficou bom! E aqui está a receita que vou usar sempre, que não vejo a hora de Benjamin pedir: mamãe, faz aquele bolo de cenoura delicioso! Hummmmm...

Bolo

Ingredientes:


2 cenouras grandes picadas
3 ovos
1 xícara de óleo
1 xícara e meia de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo com fermento
1 pitada de sal

Modo de preparo:

Peneire o açúcar e a farinha de trigo com fermento numa vasilha. Reserve. Bata as cenouras com os ovos e o óleo no liquidificador até obter uma mistura homogênea. Em seguida, acrescente à vasilha com os ingredientes secos. Misture. Acrescente uma pitada de sal, misture novamente. Despeje numa forma untada e enfarinhada. Leve ao forno pré-aquecido em 180°C por 40 minutos.


Calda

Ingredientes:

3 colheres de sopa de chocolate em pó
2 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de manteiga
1 xícara de leite líquido

Modo de preparo:

Juntes todos os ingredientes e mexa em fogo baixo até levantar fervura.

Detalhe: espalhar a cobertura com o bolo ainda quente ;)

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Para Elba com amor



Eu me lembro exatamente quando nossa amizade começou. Não foi naquele oi, boa noite, tchau, tudo bem na faculdade. Não foi naquele seja bem-vinda, você vai adorar a CDS, tá legal, mas vai pentear esse cabelo e vê se para de cortar que eu não quero te ver careca. Talvez esses momentos fossem um pequeno teste para que, na esteira da academia, eu conseguisse abrir meu coração e você, com esse jeito lindo que é só seu, se esparramasse toda.

Te ver chegar foi doce. Te ver ficar dia após dia em minha vida foi mágico. Mesmo você corrigindo minhas vírgulas e crases ( e eu “descorrigindo” e vc corrigindo de novo e eu...deixa pra lá!) . Mesmo você me dizendo umas verdades que eu não queria ouvir. Tudo isso é nada perto de te ver gargalhar até fazer xixi. Nas calças. Tudo isso é nada perto do seu abraço acolhedor em um dos momentos mais difíceis da minha vida. Tudo isso é nada perto do amor que vc sente e demonstra pelo meu filho sem precisar de título oficial de tia. Tudo isso é nada vendo vc, que morre de medo de cachorro, ser até carinhosa com Chica. Sorte a nossa: minha, de Chica e de Ben, por vc existir.

Eu sempre fui fã da teoria de que nenhuma grande amizade é realmente grande se ela não tiver passado por uma briga. Sei lá, é depois de uma briga que, muitas vezes, a gente sente se vale a pena ou não. Não sei de onde tirei isso, mas...talvez seja mesmo uma grande besteira pensar assim, afinal, nunca brigamos. Um estressezinho ou outro sempre rola, afinal, além de amigas, somos chefe ( no caso, vc) e subordinada (no caso, eu), e, bem...vc sabe, vc é legal, mas chefe é chefe...a gente tem que falar mal um pouquinho :D. E eu amo nunca ter brigado com vc, porque eu sou uma brigona de carteirinha, eu brigo com todo mundo que eu amo, então se eu te amo tanto e nunca briguei contigo, meu Deus, talvez seja a evolução do meu amor! E é tão bom quando alguém chega na nossa vida e nos faz ser melhor do que somos...

Pois é! Sou uma pessoa muito melhor depois de vc. E não apenas eu, mas um monte de gente que conheço. Pq vc tem dessas de ser luz, de ser amor, de ser sorriso em dias de chuva. Vc tem esse colo de mãe onde sempre cabe mais um, vc tem essa gargalhada que faz todo mundo rir com vc. Contigo, podemos sempre contar. Para um cinema, para um bar de mocinhas, para uma viagem inesquecível...para uma mensagem que chega sem mais nem menos num dia ruim e muda toda a história.

Agradeço tanto, tanto a Deus por vc existir! Sua presença traz mais cor ao mundo! Deveria existir mais de uma de vc, inclusive. Assim, Xu, Lucca e Nena ficariam com uma, eu, Chica e Ben, com a outra. Que tal? Acho digno! Mas...como nada é perfeito, vc é uma só e nós, pobres mortais, somos obrigados a te dividir...que seja, então! Melhor um pedacinho seu do que nada! Esse pedacinho é tão valioso, que consigo me contentar. Nesse pedacinho tem tudo de melhor que uma pessoa pode ter: tem amor, cumplicidade, lealdade, liberdade, alegria, ousadia, leveza, compreensão, gratidão, humildade. Tem defeitos também, é claro. Mas hoje é seu aniversário e não sou obrigada a falar das suas pequenas chatices que, afinal, em nada atrapalham o brilho dessa alma iluminada.

Felicidades sempre, meu amor. Que venham mais e mais anos de vida e que em cada um deles vc celebre a alegria de ser uma pessoa extraordinária, bondosa, especial, e, como se não fosse o bastante cheirosa, bonita e gostosona toda!




Te amo! Te amo! Te amo!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Canções para aquecer e sacudir o coração





Sabe aquelas pessoas que andam sempre com um fone de ouvido, que ainda compram CD's e até mesmo discos, que vivem baixando músicas e sabem tudo sobre os hits da atualidade? Então, não sou dessas! Ouço música quando faxino, às vezes no carro, às vezes enquanto tomo banho, e sempre que estou triste, ansiosa ou estressada...principalmente quando estou na TPM. Esses últimos dias tem sido difíceis e só mesmo a música para me ajudar a relaxar um pouco, respirar fundo e não pirar na batatinha. Então, na tentativa de manter semanalmente o blog atualizado e com vontade de dividir o meu excelente  (!) gosto musical, eis algumas das canções que ajudam a manter o meu coração aquecido e pulsante:




























segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Minha experiência com a amamentação


Primeiramente, fora Temer! Segundamente: ainda não desisti do blog. Por fim: amamentar é tuuuuudo de bom e eu adoro fazer isso e faço em qualquer lugar e não preciso de paninho, obrigada!



Uma das cenas mais lindas que já vi na vida e uma das sensações melhores do universo foi a primeira vez que Benjamin mamou. Eu lá, na salinha do berçário, toda trabalhada no cansaço e na agonia de não estar ao lado do meu filho como queria e a enfermeira com cara de quem não via a hora de ir para casa, mas ainda assim, gentil e bacana me dando todas as instruções para o bebê fazer a pega correta. E tcha-ran: ele pegou! Direitinho, de primeira, denunciando o que estava por vir: um bezerrinho bebezinho mamador!!!

Tinha lido diversos artigos sobre amamentação, não tinha feito quase nada para preparar as mamas porque, segundo minha obstetra, o que ajudava era o bebê abocanhar corretamente, que eu devia ajudá-lo a abocanhar parte do seio e não somente o mamilo (mais conhecido como bico do peito hehe) e...enfim! Graças a Deus não tive nenhum problema, no máximo, nos primeiros dias, uma leve feridinha, tipo uma assadura, acho que do atrito, mas que foi resolvido com uma pomada à base de lanolina e enfim fomos felizes para sempre, Benjamin, meus peitos e eu!


Adorei a sensação desde o início e adoro até hoje, mesmo que de vez em quando reclame do cansaço e da dor nas costas e "de-novo-Benjamin-você-chupetando-de-madrugada-amanhã-mamãe-tem-que-trabalhar-menino!!". Bom, os médicos não aconselham, inclusive, muitos condenam, dar mama deitada. Mas, olha, não  contei  aos pediatras que eu fazia ( e faço) isso, porque, nossa...foi o jeito melhor que Ben e eu encontramos e me desculpe quem passou anos estudando e tem anos de experiência, mas muitos pediatras erram e não sabem direito o que dizem. Inclusive, um pediatra maluco da cabeça, me disse que era para amamentar menos o meu filho. "Mãe, ele tá muito gordo. Se não tomar cuidado, vai ficar obeso. Tem que diminuir essas mamadas, deixa ele chorando que ele cansa e dorme". Isso mesmo! Mas ignorando todos os comentários do tipo :"você tá comendo o quê para esse menino estar gordo desse jeito?" (porque a culpa é sempre da mãe, né gente?!) e  antes de eu me sentir culpada, busquei ajuda em blogs de mamães maravilhosas e troquei para uma pediatra que entende os benefícios do leite materno e da amamentação em livre demanda!

E assim estamos há 11 meses. A amamentação foi exclusiva até os cinco meses e meio, e até hoje ele ganha o leitinho dele na hora que quer, onde quiser. Nunca senti vergonha de amamentá-lo em público, e nunca fui constrangida por ninguém ao fazê-lo. Me sinto feliz, empoderada, e agraciada por produzir o melhor alimento do mundo. Adoro quando ele está mamando e fica jogando as perninhas em cima de mim, ou alisando meu colo, ou fazendo meu nariz de tomada, ou quando ele larga o peito e dá uma risadinha safada e gostosa e eu me derreto toda. Ignoro quando dizem "esse leite não serve mais pra nada" e vou continuar amamentando- o até o dia em que nós dois quisermos.

De hoje até o dia 07 de agosto estamos na Semana Mundial de Aleitamento Materno e acredito que devemos, sim, incentivar todas as mamães do universo a amamentarem seus filhotes. Sei de muita gente que teve problemas para amamentar, mas persistiu e conseguiu. Gente que superou mastites, gente que gemeu de dor e, ainda assim, não abriu mão de dar o leite materno. Sei de mamães que tentaram muito e não conseguiram, que não foram orientadas corretamente, que não tiveram apoio. É uma fase difícil mesmo e se você ao menos tentou, meu amor, sinta-se acolhida. E a você,ô minha senhora, que não amamentou ou não quer amamentar "porque o peito cai", preciso dizer que os peitos vão cair de qualquer jeito :P

A seguir alguns dos benefícios da amamentação:




É isso!! Amamentar é maravilhoso!! 

Beijossss


quinta-feira, 31 de março de 2016

Quero morar nos livros do meu filho



Quando eu estava grávida, um dos meus maiores desejos era que alguém perguntasse qual foi o primeiro presente que eu comprei para meu filho, só para fazer aquela cara de intelectual e dizer: um livro! E a pessoa que perguntou faria aquela cara de “que mãe maravilhosa, que genial, que linda” e bateríamos altos papos sobre livros e a importância deles para o desenvolvimento das crianças e eu diria como eu sonho que Benjamin seja um leitor insaciável e quem sabe um dia escreva seu próprio livro e é claro que eu me tornaria a mãe mais orgulhosa do mundo e...e...bem, como isso nunca ocorreu, vamos logo para o próximo parágrafo :D

O primeiro livro de Ben é um de pano, cujo título é Meu Cachorrinho hehehe. Consegui unir, no primeiro presente para o meu filho, duas das coisas que mais amo e gostaria que ele amasse também: literatura e animais ( olha eu, já toda trabalhada nas expectativas para o menino rsrs). Bom, o segundo livro, na verdade, é uma coleção chamada Valores. Que por acaso também envolve animais rs. E foram eles que realmente me encantaram e me fizeram ter vontade de escrever esse texto.

Eu li todos para Ben quando ainda estava grávida e lembro que chorei com cada um deles. Aquelas historinhas me encantaram, me fizeram saborear momentaneamente a ingenuidade infantil de acreditar que o bem sempre vence, que o mundo pode e deve ser um local onde o amor ,a amizade e a benevolência imperem. Nos livros infantis, o mundo é sempre um local bom de viver. E quando não é tão bom, temos a opção de nos mudar para outro planeta, outra galáxia, onde podemos ser felizes, fazer amigos, viver em harmonia, realizar nossos sonhos. No final, tudo acaba bem e muitas vezes nem acaba, pois sempre existe um “felizes para sempre”.

Mas, basta crescer um pouquinho para nos darmos conta que a realidade é bem diferente. O mundo é bom, mas nem tanto. As pessoas não são todas más, porém, muitas vão nos magoar. Outras nos julgar sem ao menos nos conhecer. Algumas vão nos puxar o tapete. Vamos colecionar decepções. Algumas, inclusive, causadas por nós mesmos. Será, certamente, difícil descobrir que nada, por mais tempo que dure, dura para sempre, pois o para sempre é um lugar que não existe. E outras tantas coisas cruéis das quais o mundo é feito. Óbvio, ainda assim, existe o chocolate, o colo, o carinho, lugares bacanas, pessoas  incríveis, esperanças. Podemos ser felizes, pois existe amor, afinal, até nas sombras.

Todavia, ao ler aqueles livros, confesso: desejei morar um pouquinho em cada um deles. Naquele mundo colorido, lindamente ilustrado. Desejei, ao menos por alguns instantes, conhecer apenas o lado bom da vida. Utópico demais, eu sei. Mas, imagine aí se agora, neste exato momento, se todos os problemas, todas as dificuldades não existissem...imagine que você só conhecesse a felicidade...imagine que o mundo fosse feito só de coisas boas, que tudo tudo tudo, ao final, desse certo...quão bom seria viver!


segunda-feira, 21 de março de 2016

É tempo de realizar

Passei muito tempo na vida sonhando. Idealizando. Pensando como seria. Antes de dormir, umas cem mil ideias movimentavam meus pensamentos. Muitas vezes dormi empolgada. Mas milhares de outras vezes acordei como se eu nada tivesse sonhado. E segui minha rotina, guardando meus sonhos na cachola e fingindo que eles não estariam por lá novamente à noite.

Eu tenho muitos, muitos sonhos. Mas percebi que eu tinha um medo muito grande deles. E isso me impedia de realizá-los. O caso era sério e me custou algumas sessões de terapia. Só comecei a lidar melhor com isso depois de encarar, com leveza, a resposta a uma simples pergunta: o que de pior pode acontecer se der errado?

E foi aí que eu mergulhei nos meus pensamentos com vontade e admiti o meu medo de fracassar. Sim, medo de que meus sonhos, tão lindamente acarinhados, alimentados, não dessem certo. Mas porque não dariam certo? Não sei. Então porque não tentar?

Pois é. Cá estou. Com a cara e a coragem para realizar meus sonhos. Transformei-os em objetivos. Estabeleci metas. Fiz uma planilha no excel toda cheia dos fricotes. Tomei a pípula anti preguiça, anti procrastinação, anti medo do fracasso e agora pareço uma gazela saltitante e confiante de que tudo dará certo.

Então, aqui vai meu primeiro sonho a ser realizado em 2016:




Eu sempre quis trabalhar numa publicação feminina. Sou encantada por esse universo desde a época em que lia escondida as revistas da minha irmã. E adoro navegar em sites femininos e blogs cheios dos tutoriais de maquiagens que eu assisto, assisto e nunca aprendo.

Há um bom tempo, venho ensaiando com uma amiga colocar um site feminino no ar ( para vcs verem que não sou só eu que tenho sonho incubado hihi). E agora , depois de chamar outra amiga para abraçar essa ideia, de muitas risadas e algumas dores de cabeça (e um empurrãozinho da vida), finalmente saiu!!! Hoje, entrou no ar o Camaçari Mulher, um site voltado para as mulheres aqui de Camaçari, minha cidade.

Então, você que está aí do outro lado da tela, tem duas opções assim que terminar de ler esse texto: acessar o site, curtir as redes sociais e já ir me ajudando a fazer com que esse sonho seja uma feliz realidade, ou depositar um dinheirinho na minha conta que é para pagar o terapeuta caso a coisa não dê certo :D

Vai lá:



sábado, 23 de janeiro de 2016

Ser Mãe



Ser mãe superou todas as minhas expectativas. Talvez tenha ocorrido porque nunca fui dessas de abrir a boca para dizer que este era o meu grande sonho. Era algo que estava em meus planos, sim. Talvez. Se acontecesse: oba! Se não acontecesse: ok também! Mas, então, não mais que de repente, me vi grávida. Assim, sem planejar, sem ter tomado todas as vacinas antes, sem ter começado com o ácido fólico, sem a mínima ideia de como eu faria dali pra frente. De repente, em meio a "tô me sentindo esquisita", em meio a muita sonolência, lá estava eu com um teste de farmácia marcando dois tracinhos. E um exame de sangue confirmando: eu seria mãe!
Apesar da surpresa, não fiquei assustada. Sabia que um bebê seria sinônimo de felicidade. Me senti segura e feliz desde o primeiro momento. Mas não foram só rosas. Eu não fazia ideia do que era uma gravidez e, se já respeitava mulheres grávidas, agora respeito muito mais. Sabe, nos filmes, novelas e livros, geralmente a mulher enjoa, descobre que está grávida, passam os meses e tchan-raaaan: nasce uma linda criança! Mas, na prática, não é simples assim. Enjoei muito até o quarto mês, período em que vomitei (blarg!!!) quase todos os dias. Sentia dores de estômago. Enxaqueca. E não podia tomar remédios. Depois vieram a azia, as dores na lombar (ai de mim se não fosse o pilates), cãibras, tive a temida zica, morri de medo que algo acontecesse com meu bebê. Tive pesadelos terríveis. Me senti feia, horrorosa. O cabelo ficou mais ressecado que o de costume. Muitas noites mal dormidas recheadas de idas e vindas ao banheiro.
Claro que tiveram partes boas: muita gente me mimou, me ajudou, cuidou de mim. Nunca estive, nem me senti sozinha. E foi emocionante sentir meu filho mexer pela primeira vez. E maravilhoso e divertido todas as outras vezes em que ele mexeu, chutou, “plantou bananeira” na minha barriga. Ouvimos música, lemos, batemos altos papos. Uma ligação extraordinária. Antes dele, ninguém havia estado tão perto do meu coração. Literalmente.
Mas só me senti aliviada e completa mesmo quando Benjamin chegou saudável e lindo após dez horas sentindo a maior e melhor de todas as dores: a dor da vida. Sim, pq viver é bom, mas dói. Eu falava direto: o mundo aqui fora não é tão quentinho, meu filho. Mas ele veio, corajoso e lindo e forte para os meus braços. Para os braços do mundo. Ele veio e mudou a minha vida. Eu, que já me considerava abençoada e feliz, não tinha noção do quanto esse sorriso banguela me transformaria.
Acho até que me adaptei facilmente a nova rotina. Abracei todos que quiseram auxiliar sem se intrometer. Aceitei com humildade e alegria toda a ajuda (que não foi pouca, graças a Deus). Mas quando precisamos ser eu e ele a maior parte do tempo, confesso, foi o melhor da festa. Nos reconhecemos. Nos encontramos. E logo aprendemos a cuidar um do outro como ninguém. Como se já estivéssemos nos cuidando há muito tempo. E não duvido disso.
A jornada é cansativa, não nego. Por vezes, preciso respirar bem fundo e ter muita paciência. Mas no final das contas, a exaustão é só um detalhe. Não importa que às vezes eu só consiga tomar banho de tarde. Ou de noite. Que eu não tenha hora para almoçar. Que nem me lembre se escovei os dentes. Que de vez em quando chore de cansaço. O que importa realmente é sentir o cheiro do meu filho, o calor do seu corpinho junto ao meu. Vê-lo sorrir sapeca e feliz depois de mamar. Ou pegar no sono durante a mamada. Ouvir seus gritinhos de felicidade. Acompanhar suas descobertas. Acalmar seu choro com meu cheiro, meu colo, meu calor.

Nesses quatro meses, aprendi mais sobre o amor do que em minha vida inteira. Ao ver os olhinhos pretinhos de Ben brilhando ao encontrarem os meus, o meu coração não se aguenta de felicidade e gratidão. Desde que ele nasceu, me emociono todos os dias, pois em seu sorriso eu tenho a certeza que sempre busquei: Deus existe. E sim, Ele é maravilhoso.